Nosso Ensino

Uma teoria que nos permite interpretar o mundo em que vivemos.

Pressupostos Pedagógicos

"Ensine o equilíbrio entre o antigo e o moderno. Respeite a tradição sem parar no tempo e aproveite esta oportunidade sem esquecer suas origens." A escola fez uma opção por instrumentos fornecidos pela epistemologia genética, formulada e desenvolvida por Jean Piaget e seus colaboradores, e pela teoria sócio-histórica, criada por L. S. Vygotsky e seu grupo. A teoria sócio-histórica descreve de que maneira o desenvolvimento, aprendizagem, cultura e educação se encontram integrados. A epistemologia genética, por sua vez, formula uma teoria de desenvolvimento cognitivo, descrevendo as características do pensamento das crianças em cada estágio de seu desenvolvimento. O conhecimento dessas características pelo professor permite que a ação pedagógica aconteça numa relação de maior "intimidade intelectual" com as crianças em cada momento do desenvolvimento de suas condições de pensamento. Os instrumentos fornecidos por essas teorias contribuem para a formulação de uma pedagogia de orientação construtivista. Segundo essa orientação, a aprendizagem é um processo realizado, construído por cada pessoa à medida que age, física ou mentalmente, sobre as coisas que estão no mundo.

O construtivismo não é um método para a prática pedagógica. É, sim, uma concepção sobre a forma como acontece o aprendizado. É uma teoria que emerge do avanço das Ciências e da Filosofia dos últimos séculos. Uma teoria que nos permite interpretar o mundo em que vivemos. Essa concepção contribui para a definição dos objetivos da educação e para a formulação da interpretação pedagógica. A intervenção pedagógica viabiliza por meio de procedimentos didáticos, isto é, de propostas de atividades concebidas pelo professor em função daquilo que ele avalia estar acontecendo na classe a cada momento. Assim, a partir das ideias pedagógicas pelas quais a escola optou, alunos e professores têm possibilidade de conquistar e exercer sua autonomia moral e intelectual.

Teoria Psicanalista

A teoria psicanalista - criada por Sigmund Freud - oferece valiosa contribuição aos educadores que buscam conhecer melhor as crianças com as quais interagem. A teoria psicanalista reconhece o desenvolvimento da vida emocional nas crianças e a existência de um mundo mental infantil pleno de significações. Este "mundo interno" está todo o tempo presente nas ações físicas e intelectuais das crianças. Para aprender, estão em jogo diversos fatores:

1. O estágio de desenvolvimento de pensamento em que ela se encontra;

2. Suas condições socioafetivas;

3. Os conhecimentos que ela pode construir baseando-se em suas experiências anteriores.

Isso quer dizer que os conhecimentos anteriores determinam, junto com suas condições de pensamento, o seu desenvolvimento escolar. A aprendizagem que uma criança inicia quando começa a frequentar uma classe, parte sempre de concepções e conhecimentos que ela já construiu, os quais lhe servirão de instrumentos para se relacionar com as novas situações de aprendizagem que encontrará na escola. Partindo deste ponto, a experiência escolar deve assegurar a realização de aprendizagens significativas, aquelas em que os novos conteúdos de aprendizagem se relacionam com o que a criança já sabe, podendo assim, serem assimilados por ela.

Intenções Educativas da Escola

"A escola ensina a viver em sociedade, ajudando as pessoas a descobrirem o caminho da vida."

Educação Infantil

1. Formar crianças cooperativas e autônomas;

2. Propor à criança um trabalho que possibilite a construção de estruturas mentais que assegurem sua compreensão e inserção em um mundo físico e social;

3. Procurar um agir pedagógico que construa cada criança enquanto sujeito único, amoroso, social, inteligente, solidário, transformador, desafiando sua curiosidade de experimentar e conhecer o mundo físico e social, a ponto de fazer com que as crianças superem suas dificuldades motoras, afetivas, cognitivas... avançando para outro patamar;

4. Liberdade de expressar seus sentimentos e pensamentos através de inúmeras linguagens gráficas, corporais, plásticas, verbais, dramáticas, musicais...;

5. Desenvolver atividades que, a partir de leituras de mundo, coloquem as crianças em contato com a escrita, favorecendo a compreensão de suas funções e a construção de uma possível alfabetização;

6. Ter uma rotina de cunho teórico/prático de modo a torná-la uma construção social, individual e coletiva, a fim de que a partir dela a criança organize-se no tempo, no espaço em seus limites, uma rotina que não seja autoritária e desapropriada do pensamento.